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PREVALÊNCIA E ETIOLOGIA
As taxas de prevalência da Perturbação de Hiperactividade
com Défice de Atenção tendem a variar de investigação para investigação,
tendo em conta o tipo de amostra, os critérios utilizados e a metodologia
implementada.
O DSM-IV-TR (2002) avança uma percentagem entre os 3% e os
7% em crianças em idade escolar. Diversos estudos, culturalmente próximos
de Portugal, apresentam diversas percentagens dentro deste intervalo, o que faz
crer que em Portugal não andaremos muito longe desta realidade.
A PHDA parece ser mais frequente nos rapazes do que
nas raparigas, muito embora, estas percentagens possam variar bastante consoante
os três sub-tipos que estaremos a analisar.
Observa-se, igualmente, uma elevada taxa de prevalência quando uma das
figuras parentais também apresenta um quadro de
hiperactividade com défice de atenção. O mesmo se verifica nas taxas de
concordância entre irmãos (e em particular entre
gémeos monozigóticos).
As causas etiológicas da PHDA não
são, ainda hoje, totalmente conhecidas, apesar de existirem evidencias claras da
existência de alterações neurológicas e neuroquímicas (ao nível dos
neurotransmissores - dopamina) do cérebro, nomeadamente
alterações nas áreas frontais do cérebro, responsáveis pelas funções executivas.
A nível genético têm-se observado, igualmente, bastantes avanços nesta área, com
a identificação de alguns genes possivelmente implicados nesta perturbação.
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