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Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

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PREVALÊNCIA E ETIOLOGIA


 

 

          As taxas de prevalência da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção tendem a variar de investigação para investigação, tendo em conta o tipo de amostra, os critérios utilizados e a metodologia implementada.

 

          O DSM-IV-TR (2002) avança uma percentagem entre os 3% e os 7% em crianças em idade escolar. Diversos estudos, culturalmente próximos de Portugal, apresentam diversas percentagens dentro deste intervalo, o que faz crer que em Portugal não andaremos muito longe desta realidade.

 

          A PHDA parece ser mais frequente nos rapazes do que nas raparigas, muito embora, estas percentagens possam variar bastante consoante os três sub-tipos que estaremos a analisar.

 

          Observa-se, igualmente, uma elevada taxa de prevalência quando uma das figuras parentais também apresenta um quadro de hiperactividade com défice de atenção. O mesmo se verifica nas taxas de concordância entre irmãos (e em particular entre gémeos monozigóticos).

 

          As causas etiológicas da PHDA não são, ainda hoje, totalmente conhecidas, apesar de existirem evidencias claras da existência de alterações neurológicas e neuroquímicas (ao nível dos neurotransmissores - dopamina) do cérebro, nomeadamente alterações nas áreas frontais do cérebro, responsáveis pelas funções executivas. A nível genético têm-se observado, igualmente, bastantes avanços nesta área, com a identificação de alguns genes possivelmente implicados nesta perturbação.

 

 

 

Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

http://hiperactividade.portalpsi.net  |  2009


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