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Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

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CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO


 

 

          O diagnóstico clínico da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) é uma avaliação bastante complexa, pois envolve a análise de múltiplas variáveis neurológicas, neuropsicológicas (funções executivas), cognitivas e psicossociais que se encontram na base desta perturbação. Assim, para um correcto diagnóstico da PHDA é indispensável recorrer à avaliação com profissionais experientes nesta área, uma vez que várias variáveis podem estar a "contaminar" os comportamentos desajustados exibidos por estas crianças.

         

          Os últimos critérios de diagnóstico da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção encontram-se apresentados no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais - DSM-IV-TR (2002) da American Psychiatric Association, encontrando-se dentro do domínio das Perturbações Disruptivas do Comportamento e de Défice de Atenção. Fazem, ainda, parte deste domínio a Perturbação de Oposição e a Perturbação do Comportamento.

 

          Para a existência de um diagnóstico de PHDA a criança terá que apresentar 6 ou mais comportamentos de falta de atenção e/ou 6 ou mais comportamentos de hiperactividade-impulsividade, pelo menos durante os últimos 6 meses. Estes comportamentos disruptivos devem-se manifestar em pelo menos 2 contextos (ex: escola, casa, etc.). Alguns destes comportamentos têm que já estar presentes antes dos 7 anos de idade.

 

          Vejamos então os critérios de diagnóstico do DSM-IV-TR (2002) para a PHDA:

 

 

1.

Seis (ou mais) dos seguintes sintomas de FALTA DE ATENÇÃO devem persistir pelo menos durante 6 meses com uma intensidade que é desadaptativa e inconsistente em relação com o nível de desenvolvimento:

     
  a) com frequência não presta atenção suficiente aos pormenores ou comete erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades;
     
  b) com frequência tem dificuldades em manter a atenção em tarefas ou actividades;
     
  c) com frequência parece não ouvir quando se lhe fala directamente;
     
  d) com frequência não segue as instruções e não termina os trabalhos escolares, encargos ou deveres no local de trabalho (sem ser por comportamentos de oposição ou por incompreensão das instruções);
     
  e) com frequência tem dificuldades em organizar tarefas e actividades;
     
  f) com frequência evita, sente repugnância ou está relutante em envolver-se em tarefas que requeiram um esforço mental mantido (tais como trabalhos escolares ou de índole administrativa);
     
  g) com frequência perde objectos necessários a tarefas ou actividades (por exemplo, brinquedos, exercícios escolares, lápis, livros ou ferramentas);
     
  h) com frequência distrai-se facilmente com estímulos irrelevantes;
     
  i) esquece-se com frequência das actividades quotidianas.
     
     
2.

Seis (ou mais) dos seguintes sintomas de HIPERACTIVIDADE - IMPULSIVIDADE persistiram pelo menos durante 6 meses com uma intensidade que é desadaptativa e inconsistente em relação com o nível de desenvolvimento:

     
 

Hiperactividade:

     
  a) com frequência movimenta excessivamente as mãos e os pés, move-se quando está sentado;
     
  b) com frequência levanta-se na sala de aula ou noutras situações em que se espera que esteja sentado;
     
  c) com frequência corre ou salta excessivamente em situações em que é inadequado fazê-lo (em adolescentes ou adultos pode limitar-se a sentimentos de subjectivos de impaciência);
     
  d) com frequência tem dificuldades em jogar ou dedicar-se tranquilamente a actividades de ócio;
     
  e) com frequência «anda» ou só actua como se estivesse «ligado a um motor»;
     
  f) com frequência fala em excesso;
     
  Impulsividade:
     
  g) com frequência precipita as respostas antes que as perguntas tenham acabado;
     
  h) com frequência tem dificuldades em esperar pela sua vez;
     
  i) com frequência interrompe ou interfere nas actividades dos outros (por exemplo, intromete-se nas conversas ou jogos);


         

          Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) esta perturbação é designada por Transtorno Hipercinético, apresentando algumas alterações relativamente aos critérios de diagnóstico do DSM-IV-TR.

 

 

 

SUB-TIPOS


 

         

          Dentro do diagnóstico da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção existem 3 sub-tipos de PHDA, consoante a frequência e intensidade dos comportamentos de desatenção e/ou hiperactividade-impulsividade que a criança exibe.

 

          Assim, o Tipo Predominantemente Desatento ocorre quando são observados 6 ou mais comportamentos de falta de atenção e menos de 6 comportamentos de hiperactividade-impulsividade. O Tipo Predominantemente Hiperactivo-Impulsivo é observado perante uma situação inversa à anterior (6 ou mais sintomas de hiperactividade-impulsividade e menos de 6 sintomas de falta de atenção). O Tipo Misto ocorre quando são observados 6 ou mais sintomas de ambas as categorias.


 

 

Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

http://hiperactividade.portalpsi.net  |  2009


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