O processo de AVALIAÇÃO da Perturbação de
Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) é algo complexo e deverá ser apenas
realizado por profissionais bastante experientes nesta área específica.
Uma vez que a PHDA é uma Perturbação Disruptiva do Comportamento, que envolve,
muitas vezes, a prescrição de medicamentos (em paralelo com uma intervenção
psicoterapêutica/psicossocial), um erro em termos de diagnóstico poderá conduzir
a um conjunto de efeitos e reacções secundárias bastante adversas.
O processo de AVALIAÇÃO deverá ser multimodal
e engloba várias etapas: (1) A recolha da informação anamnésica deverá ser a
mais exaustiva e completa possível, abordando aspectos da história
desenvolvimental, médica, clínica, comportamental, escolar e educativa da criança, para além de
informações sobre as dinâmicas e práticas familiares, e questões sócio-culturais;
(2) A aplicação de questionários e checklists
específicos da PHDA (por exemplo: Conner's Rating Scales, ADHD Rating Scale IV,
Swan Rating Scale, etc.) é outra das fases importante na avaliação clínica
desta perturbação; (3) A observação directa do
comportamento da criança nos seus diversos contextos relacionais
(exemplo: casa, escola, grupo de pares, etc) para determinar o grau de
frequência e intensidade dos comportamentos disruptivos; (4) A
avaliação neuropsicológica (funções executivas) é
igualmente muito importante para se avaliar as funções da inibição da resposta, memória
trabalho, planeamento, auto-regulação,
distractibilidade/interferência, etc.; (5) A avaliação complementar
para despistar possíveis problemáticas do foro médico que possam estar a
condicionar o comportamento da criança, bem como a avaliação de outras áreas,
tais como avaliação
intelectual/cognitiva.
O processo de INTERVENÇÃO na PHDA
é igualmente multimodal e deverá englobar várias metodologias e estratégias de intervenção:
(1) intervenção
farmacológica, (2) intervenção psicoterapêutica e (3) intervenção psicossocial.
Se por
um lado, a intervenção farmacológica pode ser
essencial, sobretudo nos casos de maior gravidade em termos de frequência e
intensidade dos comportamentos disruptivos, por outro lado, se não for
complementada com uma intervenção psicoterapêutica e psicossocial, os seus
benefícios poderão ser apenas residuais. Os medicamentos mais frequentemente
prescritos nos casos de PHDA são os psicoestimulantes (metilfenidato),
como exemplo, temos a
Ritalina®,
o
Concerta®
ou o Rubifen®. A Strattera
é um novo medicamento que surgiu recentemente no mercado português, tendo como
principio activo a atomoxetina.
A intervenção psicoterapêutica e
psicossocial é uma parte também extremamente importante, pois funciona como um
complemento à prescrição farmacológica. A intervenção
psicoterapêutica mais eficaz na PHDA é a Cognito-Comportamental,
realizada através de uma intervenção clínica directa com a criança. Esta
terapêutica cognitivo-comportamental é realizada por psicólogos especializados.
A intervenção psicossocial engloba: programas para
pais, intervenção nas dinâmicas familiares e na relação pais-criança, programas
de intervenção na escola e na sala de aula, entre vários outros. A intervenção
conjunta destas 3 metodologias de intervenção irá conduzir a uma significativa
melhoria dos comportamentos da crianças hiperactivas.
Em seguida, são apresentados um conjunto de organizações e
de sites específicos na PHDA,
para que possa aprofundar um pouco mais os seus conhecimentos sobre esta
perturbação: