DISLEXIA          ORIENTAÇÃO VOCACIONAL          HIPERACTIVIDADE         SPSS          FÓRUM PSI.EDU          PORTALPSI

 

Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

 http://hiperactividade.portalpsi.net

 

 
 
 
 

 

AVALIAÇÃO  e  INTERVENÇÃO


 

         

          O processo de AVALIAÇÃO da Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) é algo complexo e deverá ser apenas realizado por profissionais bastante experientes nesta área específica. Uma vez que a PHDA é uma Perturbação Disruptiva do Comportamento, que envolve, muitas vezes, a prescrição de medicamentos (em paralelo com uma intervenção psicoterapêutica/psicossocial), um erro em termos de diagnóstico poderá conduzir a um conjunto de efeitos e reacções secundárias bastante adversas.

 

          O processo de AVALIAÇÃO deverá ser multimodal e engloba várias etapas: (1) A recolha da informação anamnésica deverá ser a mais exaustiva e completa possível, abordando aspectos da história desenvolvimental, médica, clínica, comportamental, escolar e educativa da criança, para além de informações sobre as dinâmicas e práticas familiares, e questões sócio-culturais; (2) A aplicação de questionários e checklists específicos da PHDA (por exemplo: Conner's Rating Scales, ADHD Rating Scale IV, Swan Rating Scale, etc.)  é outra das fases importante na avaliação clínica desta perturbação; (3) A observação directa do comportamento da criança nos seus diversos contextos relacionais (exemplo: casa, escola, grupo de pares, etc) para determinar o grau de frequência e intensidade dos comportamentos disruptivos;  (4) A avaliação neuropsicológica (funções executivas) é igualmente muito importante para se avaliar as funções da inibição da resposta, memória trabalho, planeamento, auto-regulação, distractibilidade/interferência, etc.; (5) A avaliação complementar para despistar possíveis problemáticas do foro médico que possam estar a condicionar o comportamento da criança, bem como a avaliação de outras áreas, tais como avaliação intelectual/cognitiva.

 

          O processo de INTERVENÇÃO na PHDA é igualmente multimodal e deverá englobar várias metodologias e estratégias de intervenção: (1) intervenção farmacológica, (2) intervenção psicoterapêutica e (3) intervenção psicossocial.

 

          Se por um lado, a intervenção farmacológica pode ser essencial, sobretudo nos casos de maior gravidade em termos de frequência e intensidade dos comportamentos disruptivos, por outro lado, se não for complementada com uma intervenção psicoterapêutica e psicossocial, os seus benefícios poderão ser apenas residuais. Os medicamentos mais frequentemente prescritos nos casos de PHDA são os psicoestimulantes (metilfenidato), como exemplo, temos a Ritalina®, o Concerta® ou o Rubifen®. A Strattera é um novo medicamento que surgiu recentemente no mercado português, tendo como principio activo a atomoxetina.

 

          A intervenção psicoterapêutica e psicossocial é uma parte também extremamente importante, pois funciona como um complemento à prescrição farmacológica. A intervenção psicoterapêutica mais eficaz na PHDA é a Cognito-Comportamental, realizada através de uma intervenção clínica directa com a criança. Esta terapêutica cognitivo-comportamental é realizada por psicólogos especializados. A intervenção psicossocial engloba: programas para pais, intervenção nas dinâmicas familiares e na relação pais-criança, programas de intervenção na escola e na sala de aula, entre vários outros. A intervenção conjunta destas 3 metodologias de intervenção irá conduzir a uma significativa melhoria dos comportamentos da crianças hiperactivas.

 

 

          Em seguida, são apresentados um conjunto de organizações e de sites específicos na PHDA, para que possa aprofundar um pouco mais os seus conhecimentos sobre esta perturbação:

 

 

 

   
 

Octávio Moura  |  psicólogo  |  www.octaviomoura.com

http://hiperactividade.portalpsi.net  |  2009


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

© 2010 Octávio Moura | Portal da Hiperactividade | http://hiperactividade.portalpsi.net